{"id":621,"date":"2010-11-30T15:20:42","date_gmt":"2010-11-30T18:20:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/?p=621"},"modified":"2010-12-09T14:53:17","modified_gmt":"2010-12-09T17:53:17","slug":"a-legalizacao-da-maconha-para-a-revista-galileu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/2010\/11\/30\/a-legalizacao-da-maconha-para-a-revista-galileu\/","title":{"rendered":"Enquadramentos sobre a legaliza\u00e7\u00e3o da maconha para a revista Galileu"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #000000\">Mariane Bovoloni<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><em><br \/>\n<\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><em> <\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Revista\/Common\/0,,EMI173688-17773,00-MACONHA+A+CIENCIA+DA+LEGALIZACAO+TRECHO.html\">Mat\u00e9ria<\/a> publicada na edi\u00e7\u00e3o 231 da revista Galileu, de outubro de 2010, enfocou a poss\u00edvel legaliza\u00e7\u00e3o da maconha no Brasil. Com o t\u00edtulo \u201cMaconha: a ci\u00eancia da legaliza\u00e7\u00e3o\u201d, o texto insere o que foi considerado como novidade: pela primeira vez, n\u00e3o seriam \u201cpol\u00edticos ou artistas com ideais liberais\u201d que levantavam a pol\u00eamica da legaliza\u00e7\u00e3o da droga, mas sim \u201cquatro dos cientistas mais respeitados do Brasil\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O que reacendeu a discuss\u00e3o sobre a droga, de acordo com o texto, foi a pris\u00e3o de Pedro Caetano, guitarrista da banda de reggae carioca Ponto de Equil\u00edbrio. Seguidor rastaf\u00e1ri, que usaria maconha em seus rituais, Pedro cultivava em seu quintal dez p\u00e9s. Acabou sendo preso como traficante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Ao longo do texto, \u00e9 esbo\u00e7ado um painel dos principais pontos avaliados pelos pesquisadores a respeito da legaliza\u00e7\u00e3o da maconha, que seria usada como rem\u00e9dio para amenizar dores causadas por diversas doen\u00e7as e teria malef\u00edcios n\u00e3o t\u00e3o graves quanto se pensava, em especial se comparados aos resultantes do tr\u00e1fico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Comp\u00f5em a mat\u00e9ria duas entrevistas. Uma com o psiquiatra Ronaldo Laranjeiras, contra a <em>Cannabis<\/em>, e outra com o neurocientista Sidarta Ribeiro, a favor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Tamb\u00e9m h\u00e1 tr\u00eas quadros. O primeiro apresenta um resumo sobre a situa\u00e7\u00e3o de cinco pa\u00edses, indo da despenaliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 a legalidade. Outro, um \u201cGloss\u00e1rio da Lei\u201d, explica a diferen\u00e7a entre os termos despenaliza\u00e7\u00e3o, descriminaliza\u00e7\u00e3o e legaliza\u00e7\u00e3o. Por \u00faltimo, um quadro com um gr\u00e1fico sobre o risco das drogas: a maconha aparece, atr\u00e1s do \u00e1lcool e do tabaco, como de pouco risco. Tal afirma\u00e7\u00e3o leva em conta o \u201cdano f\u00edsico ao usu\u00e1rio, potencial de v\u00edcio e impacto na sociedade\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Em diferentes trechos da mat\u00e9ria da revista Galileu, podemos notar que \u00e9 dado um destaque maior aos argumentos a favor da legaliza\u00e7\u00e3o da droga, enquanto s\u00e3o minimizados aqueles contra. Exemplo seria um estudo sueco sobre a rela\u00e7\u00e3o entre uso de maconha e desenvolvimento da esquizofrenia. Segundo ele, as pessoas que se utilizaram da droga em torno dos 18 anos aumentaram em 2,4 a propens\u00e3o \u00e0 doen\u00e7a. No entanto, a mat\u00e9ria cita os argumentos do livro \u201cMaconha, c\u00e9rebro e sa\u00fade\u201d, segundo o qual \u201cn\u00e3o se sabe o que vem antes, o ovo ou a galinha\u201d. Ou seja, o estudo sueco n\u00e3o tem como provar se as pessoas se tornaram esquizofr\u00eanicas justamente por terem usado maconha. E conclui: \u201cAfinal, os efeitos calmantes e sedativos s\u00e3o apenas um dos benef\u00edcios da erva j\u00e1 comprovados cientificamente\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o dos quatro cientistas a favor da legaliza\u00e7\u00e3o ganha maior destaque, uma vez que aparece por duas vezes na mat\u00e9ria. A primeira \u00e9 durante o texto. A segunda, na p\u00e1gina seguinte, logo abaixo de suas fotos. O mesmo n\u00e3o ocorre com os dois cientistas contra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">No texto, todos os argumentos contra a legaliza\u00e7\u00e3o da maconha v\u00e3o sendo quebrados, um a um, com a cita\u00e7\u00e3o de estudos publicados em revistas m\u00e9dicas estrangeiras ou pelos argumentos dos quatro cientistas brasileiros. Sobre isso, podemos citar os seguintes trechos: \u201cAfinal, como conseguir recursos para investigar uma subst\u00e2ncia proibida?\u201d; \u201cApesar de todo o aparato de repress\u00e3o, no mundo cerca de 160 milh\u00f5es de pessoas fumam maconha\u201d e \u201c&#8230; um dos cap\u00edtulos deixa claro que os autores n\u00e3o negam os riscos m\u00e9dicos da subst\u00e2ncia, mas questionam se isso justifica proibi-la\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Por fim, o texto conclui que a discuss\u00e3o sobre a <em>Cannabis sativa <\/em>est\u00e1 longe de ter um fim, mas que os quatro cientistas a favor j\u00e1 se dar\u00e3o por satisfeitos se seus posicionamentos ocasionarem uma mudan\u00e7a de perspectiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Assim, com os pontos citados, podemos considerar que o posicionamento da revista Galileu \u00e9 a favor da legaliza\u00e7\u00e3o da maconha e, ao valorizar tais argumentos, acabou explorando de forma superficial os contr\u00e1rios, prejudicando uma vis\u00e3o ampla e realista do assunto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariane Bovoloni Mat\u00e9ria publicada na edi\u00e7\u00e3o 231 da revista Galileu, de outubro de 2010, enfocou a poss\u00edvel legaliza\u00e7\u00e3o da maconha no Brasil. Com o t\u00edtulo \u201cMaconha: a ci\u00eancia da legaliza\u00e7\u00e3o\u201d, o texto insere o que foi considerado como novidade: pela primeira vez, n\u00e3o seriam \u201cpol\u00edticos ou artistas com ideais liberais\u201d que levantavam a pol\u00eamica da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[40,34],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/621"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=621"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":636,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/621\/revisions\/636"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}