{"id":499,"date":"2010-09-30T15:10:08","date_gmt":"2010-09-30T18:10:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/?p=499"},"modified":"2010-09-30T15:35:35","modified_gmt":"2010-09-30T18:35:35","slug":"a-singularidade-e-a-diferenca-no-discurso-jornalistico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/2010\/09\/30\/a-singularidade-e-a-diferenca-no-discurso-jornalistico\/","title":{"rendered":"A singularidade e a diferen\u00e7a no discurso jornal\u00edstico"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Antonio Sardinha<\/strong><\/span><\/p>\n<pre><span style=\"color: #000000\"><strong>\r\n<\/strong><\/span><\/pre>\n<p><span style=\"color: #000000\">O conhecimento singular elaborado pelo jornalismo (Genro Filho, 1987; Meditsch, 1992) e as implica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e est\u00e9ticas que essa compreens\u00e3o traz ao fazer jornal\u00edstico representam uma indica\u00e7\u00e3o para pensar eventuais crises especuladas com o advento das novas tecnologias, o reordenamento do modelo de neg\u00f3cio e as muitas indica\u00e7\u00f5es para o que se configura como as encruzilhadas desse campo profissional na contemporaneidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Se os jornais impressos est\u00e3o sofrendo com a concorr\u00eancia das novas m\u00eddias, se carecem de meios para transformar a credibilidade, seu mais importante capital, em um discurso substancial e leg\u00edtimo para conquista de leitores, exigentes pela interpreta\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos narrados de fen\u00f4menos, um aspecto ainda parece intoc\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A quest\u00e3o \u00e9 compreender a natureza do conhecimento gerado pelo jornalismo, em meio \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e conhecimentos de natureza diversas, pulverizados e confundidos na aus\u00eancia de refer\u00eancias para uma geografia intelectual identificada por Wolton (2006) a partir da exist\u00eancia de tr\u00eas discursos que organizam trocas simb\u00f3licas: o discurso da informa\u00e7\u00e3o, o discurso do conhecimento e o discurso da a\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Diferentes discursos<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Essa confus\u00e3o de \u00e2mbito normativo em meio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, difus\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o dos discursos informativos, elaborados em parte pelos jornalistas; do discurso do conhecimento cient\u00edfico, jur\u00eddico, administrativo, m\u00e9dicos e do discurso da a\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, embolados no paradigma difusionista propagado pelo avan\u00e7o das tecnologias, pulverizam e desafiam no espa\u00e7o da comunica\u00e7\u00e3o os estatutos que colocam cada discurso em seu respectivo lugar como condi\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica para a sociabilidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u00c9 nesse sentido que retomamos o que estruturalmente marca o fazer jornal\u00edstico e, com isso, procuramos entender sua legitimidade discursiva diante da midiatiza\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia. Parece que marcar e enquadrar a singularidade do conhecimento que emana da pr\u00e1tica jornal\u00edstica \u00e9 avan\u00e7ar na busca por uma identidade que n\u00e3o est\u00e1 exclusivamente ancorada em fun\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que lhes foram (auto) atribu\u00eddas. Chamar para si a responsabilidade pela constru\u00e7\u00e3o para vigiar a democracia; gozar de relativo monop\u00f3lio de media\u00e7\u00e3o na consolida\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica ou brigar pelo leg\u00edtimo papel de informar s\u00e3o todos aspectos que, por si s\u00f3, n\u00e3o garantem ao jornalismo sobrevida discursiva. O jornalismo parece preso \u00e0 pir\u00e2mide invertida que organizou n\u00e3o s\u00f3 um modo de representa\u00e7\u00e3o do mundo, como tamb\u00e9m uma racionalidade (restrita) na apreens\u00e3o de fen\u00f4menos sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Medina (2008) aponta para um d\u00e9ficit de abrang\u00eancia da narra\u00e7\u00e3o que sai das reda\u00e7\u00f5es. Sem desconsiderar que outras narrativas, inclusive as tradicionais narrativas cient\u00edficas, tem tido dificuldades para imprimir inteligibilidade que d\u00ea conta de compreender os processos sociais, o jornalismo parece n\u00e3o reconhecer limita\u00e7\u00f5es na apreens\u00e3o do mundo que ele mesmo torna notici\u00e1vel. A resposta vem com mudan\u00e7as na forma e n\u00e3o no conte\u00fado. As recentes altera\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas feitas sob medida e em cascatas por grandes jornais s\u00f3 denunciam a dificuldade que se tem de perceber a crise de legitimidade do discurso jornal\u00edstico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Esfera p\u00fablica<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Evidente que o d\u00e9ficit de abrang\u00eancia, que compromete o jornalismo como espa\u00e7o de relativa import\u00e2ncia na constru\u00e7\u00e3o de uma esfera p\u00fablica cr\u00edtica capaz de refletir conflitos que permeiam o jogo de for\u00e7as das mais variadas matrizes, n\u00e3o se resolve com f\u00f3rmulas que ensinam deixar a escrita jornal\u00edstica mais atrativa ou seu conte\u00fado mais apresent\u00e1vel. A quest\u00e3o \u00e9 ainda mais ampla e sugere como \u00e9 poss\u00edvel perceber e pautar a singularidade de fen\u00f4menos sociais e organiz\u00e1-la em uma linguagem intelig\u00edvel na busca pela \u00e1rdua tarefa de elucida\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Em linhas gerais, a quest\u00e3o de fundo \u00e9 saber como tratar a singularidade do fen\u00f4meno noticioso com pot\u00eancia em si para buscar o contexto do particular e do universal, sem reduzir a sua natureza plural, no processo de disputas que \u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o da not\u00edcia \u2013 entendida n\u00e3o como um g\u00eanero jornal\u00edstico, mas como a socializa\u00e7\u00e3o quaisquer informa\u00e7\u00f5es de ca\u00adr\u00e1ter p\u00fablico, atual e singular e que atendem a diferentes interesses (SILVA, 2009).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong> <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>A homossexualidade no jornalismo<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong> <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A tentativa de pontuar algumas das quest\u00f5es elencadas acima, a partir das breves considera\u00e7\u00f5es apresentadas sobre o jornalismo no tempo presente, toma como refer\u00eancia uma breve an\u00e1lise de mat\u00e9ria, de conte\u00fado <em>frio<\/em> (atemporal) produzida para uma das edi\u00e7\u00f5es do caderno semanal Segunda-Feira, publicado pelo Jornal da Cidade (Bauru).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A publica\u00e7\u00e3o, com caracter\u00edsticas que a aproximam de uma revista, circula \u00e0s segundas-feira e tem vers\u00e3o dispon\u00edvel em formato digital. Procura trabalhar temas ligados \u00e0 sa\u00fade, comportamento e esporte. \u00c9 uma tentativa de fugir da perspectiva meramente noticiosa dos demais cadernos do jornal, o que fica evidenciada pela constru\u00e7\u00e3o de reportagens elaboradas fora do formato do <em>lead<\/em> e da pir\u00e2mide invertida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Uma das edi\u00e7\u00f5es (12\/04\/2010) traz como destaque de capa o debate sobre homossexualidade. Aproveitando a repercuss\u00e3o do an\u00fancio p\u00fablico do cantor Rick Martin sobre sua orienta\u00e7\u00e3o sexual, a reportagem, de quatro p\u00e1ginas, permeada por recursos como infogr\u00e1ficos, fotografias e ilustra\u00e7\u00f5es, prop\u00f5e discuss\u00e3o sobre dificuldades de \u201csa\u00edda do arm\u00e1rio\u201d vivenciada por adolescentes e jovens e, por conseq\u00fc\u00eancia, pauta um tema que \u00e9 tabu na sociedade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Fen\u00f4meno social<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">At\u00e9 ent\u00e3o, trata-se de uma proposta interessante e uma possibilidade para o jornalismo de observar um fen\u00f4meno social complexo como \u00e9 a homossexualidade. E foi a isso que se resumiu a reportagem. Sem compreender como acessar pelo discurso jornal\u00edstico o debate sobre a quest\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o ficou restrita a estere\u00f3tipos e clich\u00eas t\u00edpicos de um suposto g\u00eanero diversional, encontrado nas mat\u00e9rias da linha <em>\u201cComportamento<\/em>\u201d. A singularidade se restringiu ao olhar, mas n\u00e3o se traduziu na abordagem e na constru\u00e7\u00e3o da compreens\u00e3o do fen\u00f4meno. Vejamos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Quando o pressuposto que ancora o discurso n\u00e3o enquadra o que se que falar sob a \u00f3tica do singular, o peculiar se perde na limita\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria abordagem jornal\u00edstica que, ao contr\u00e1rio da ci\u00eancia, foge da busca por esquemas universais para compreender o mundo. Nesse caso, o jornalismo, que contraditoriamente transita no espa\u00e7o do senso comum na tentativa de super\u00e1-lo, fica ref\u00e9m da singularidade que caracteriza seu discurso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A abordagem singular torna-se ponto de chegada e n\u00e3o partida. E sob alicerces prec\u00e1rios apresenta sua narrativa. \u00a0O diferente \u2014 com suas peculiaridades e aspectos \u2014 apreendido sob pressupostos j\u00e1 comprometidos pelo olhar que pauta a quest\u00e3o, torna-se ex\u00f3tico. Nesse caso espec\u00edfico, o jornalismo que do universo social vivido salienta fen\u00f4menos singulares, ao mesmo tempo \u00fanicos e exemplares fica comprometido com o discurso que se prop\u00f5e e que, por conseq\u00fc\u00eancia o caracteriza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O que estamos reiterando como seu componente mais elementar, a singularidade em abordar, que na reportagem orbita em torno da viv\u00eancia da homossexualidade em uma fase peculiar como a adolesc\u00eancia \u2013 acaba n\u00e3o se traduzindo em novidade, ao contr\u00e1rio, \u00e9 descontextualizada e atrelada a uma angula\u00e7\u00e3o individual que busca para uma pretensa universalidade. A comumente \u201csa\u00edda do arm\u00e1rio\u201d e afirma\u00e7\u00e3o da (homo)ssexualidade \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o progressiva, com regras previs\u00edveis com uma l\u00f3gica parecida para todos os meninos e meninas homossexuais em todos os lugares. Simplesmente um fen\u00f4meno naturalizado e normalizado sabe-se l\u00e1 com base em que crit\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Hist\u00f3ria e imagin\u00e1rio<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Parte-se do lugar comum para chegar a lugar nenhum. O discurso se reduz \u00e0 especificidade da quest\u00e3o da homossexualidade juvenil em quest\u00e3o a-hist\u00f3rica, individual, privada e cultuada pelo imagin\u00e1rio da patologia e da moralidade, duas matrizes que ao longo do tempo impediram que se pensassem a express\u00e3o p\u00fablica da sexualidade como direito. Nada a declarar na mat\u00e9ria-tese formulada por hip\u00f3tese fal\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O fen\u00f4meno, singularizado pela experi\u00eancia juvenil em torno da homossexualidade e suas implica\u00e7\u00f5es sociais, que tem na cultura fonte de significa\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, acaba reduzido a um mero fato jornal\u00edstico na reportagem em que o jornalista \u00e9 apenas um organizador de falas reproduzidas sem reflex\u00e3o das fontes consultadas. A inscri\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma do discurso jornal\u00edstico \u00e9 quem conduz a medi\u00e7\u00e3o dos demais discursos competentes e n\u00e3o o contr\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A narra\u00e7\u00e3o fica dependente do especialista para legitimar a abordagem e acaba valorizando exclusivamente a especialidade que costumeiramente trata a quest\u00e3o, a psicologia. Essa op\u00e7\u00e3o denuncia o pressuposto ou ponto de partida. A homossexualidade \u00e9 uma quest\u00e3o de comportamento, que precisa ser explicado por fugir de um padr\u00e3o-refer\u00eancia, implicitamente apontado nos destaques dados \u00e0s tentativas de se saberem a origem, busca por causas e efeitos dessa pr\u00e1tica pela consulta ao especialista. Esquece-se das contribui\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias constru\u00eddas por outras \u00e1reas de conhecimento e peca por n\u00e3o apontar as limita\u00e7\u00f5es que a pr\u00f3pria psicologia realiza dentro de seu pr\u00f3prio campo sobre o assunto, em uma tentativa de contribui\u00e7\u00e3o para atualizar a compreens\u00e3o distorcida sobre a quest\u00e3o, historicamente tratada como patologia, desvio e pecado pelos discursos m\u00e9dicos, legais e religiosos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A aus\u00eancia de hist\u00f3rias e personagens para marcar o mundo da vida como a refer\u00eancia discursiva ao jornalismo revela a dificuldade em compreender o singular como categoria para discursar pr\u00f3pria desse campo. Fala-se da homossexualidade juvenil, mas os adolescentes e jovens sequer s\u00e3o chamados a falar. Decididamente, h\u00e1 uma tese que precisa ser apenas comprovada pela elei\u00e7\u00e3o e controle de quem discursa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A linguagem do conflito, estruturalmente a linguagem jornal\u00edstica que singulariza para exercer a representa\u00e7\u00e3o, mais uma vez fica ref\u00e9m do discurso que tenta se validar por esquemas que suprimem a singularidade de fen\u00f4menos como possibilidade para compreens\u00e3o do mundo com a equivocada busca pela universalidade, uma l\u00f3gica que n\u00e3o \u00e9 jornal\u00edstica. Resultado: abordagens totalizantes distantes de uma compreens\u00e3o mais democr\u00e1tica de um fen\u00f4meno de natureza plural, mas muito pr\u00f3xima da ignor\u00e2ncia, o substantivo que permeia o senso comum.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">GENRO FILHO, Adelmo. <em>O segredo da pir\u00e2mide \u2013 para uma teoria marxista do jornalismo<\/em>. Porto Alegre. Editora Tch\u00ea: 1987.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">MEDITSCH, Eduardo. <em>O conhecimento do jornalismo<\/em>. Florian\u00f3polis: Ed. UFSC, 1992.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">MEDINA, Cremilda. <em>D\u00e9ficit de abrang\u00eancia nas narrativas da contemporaneidade<\/em>. Matrizes, Ano 2, N.1, jul\/dez 2008.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">SILVA, Gislene. O fen\u00f4meno noticioso: objeto singular, natureza plural. <em>Estudos em Jornalismo e M\u00eddia<\/em> &#8211; Ano VI &#8211; n. 2 pp. 09 &#8211; 15 jul.\/dez. 2009<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">WOLTON, Dominique. <em>\u00c9 preciso salvar a comunica\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2006.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antonio Sardinha O conhecimento singular elaborado pelo jornalismo (Genro Filho, 1987; Meditsch, 1992) e as implica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e est\u00e9ticas que essa compreens\u00e3o traz ao fazer jornal\u00edstico representam uma indica\u00e7\u00e3o para pensar eventuais crises especuladas com o advento das novas tecnologias, o reordenamento do modelo de neg\u00f3cio e as muitas indica\u00e7\u00f5es para o que se configura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[23],"tags":[45,29,26],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=499"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":531,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/499\/revisions\/531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}