{"id":2076,"date":"2017-04-30T16:57:16","date_gmt":"2017-04-30T19:57:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/?p=2076"},"modified":"2017-08-18T17:24:00","modified_gmt":"2017-08-18T20:24:00","slug":"ataque-a-liberdade-de-expressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/2017\/04\/30\/ataque-a-liberdade-de-expressao\/","title":{"rendered":"Ataques \u00e0 liberdade de express\u00e3o s\u00e3o contabilizados por estudo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000\"><strong>\u2016 \u2016 \u2016\u00a0Greici Zimmer\u00a0\u2016 \u2016 \u2016\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A crise de seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil nos \u00faltimos anos n\u00e3o est\u00e1 restrita \u00e0s camadas pobres e vulner\u00e1veis da sociedade. Selecionada pelo sistema de viola\u00e7\u00f5es reiteradas, ela chegou aos meios que de alguma forma tentam dar voz a quem n\u00e3o a tem, conforme indica <span style=\"color: #0000ff\"><a style=\"color: #0000ff\" href=\"http:\/\/artigo19.org\/wp-content\/blogs.dir\/24\/files\/2017\/05\/Viola%C3%A7%C3%B5es-%C3%A0-Liberdade-de-Express%C3%A3o-Relat%C3%B3rio-Anual-2016.pdf\" target=\"_blank\">relat\u00f3rio<\/a><\/span> publicado pela Artigo 19, que tornou p\u00fablicas as viola\u00e7\u00f5es de profissionais da comunica\u00e7\u00e3o ocorridas em 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O relat\u00f3rio indica que, no Brasil, foram perpetradas viola\u00e7\u00f5es que transitam entre o crime de amea\u00e7a ao homic\u00eddio. Foram constatados quatro homic\u00eddios, cinco tentativas de homic\u00eddio e mais de 22 amea\u00e7as de morte a jornalistas, blogueiras, radialistas e propriet\u00e1rios de meios de comunica\u00e7\u00e3o. Muitas deles j\u00e1 tinham sido v\u00edtimas de outras viola\u00e7\u00f5es semelhantes, n\u00e3o devidamente apuradas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A maioria das v\u00edtimas atuava em meios de comunica\u00e7\u00e3o alternativos. Os Estados brasileiros mais perigosos s\u00e3o S\u00e3o Paulo, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o e Bahia; quase dois ter\u00e7os das viola\u00e7\u00f5es ocorreram em cidades pequenas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">De 31 casos registrados, 24 foram cometidos pelo pr\u00f3prio Estado, sendo 19 por pol\u00edticos, 3 por agentes p\u00fablicos e 2 por policiais. Apenas um dos crimes foi apurado como cometido por uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa, o que faz questionar quem \u00e9 o vil\u00e3o social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">V\u00ea-se, portanto, e mais uma vez, o Estado agindo de forma amoral e criminosa para encobrir as viola\u00e7\u00f5es cometidas diariamente, de forma a levantar o questionamento mesmo sobre o fim da censura em nosso pa\u00eds, j\u00e1 que \u00a0um pa\u00eds que silencia e n\u00e3o garante a seguran\u00e7a de seus comunicadores e que, al\u00e9m disso, \u00e9 o seu principal violador, n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds democr\u00e1tico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Al\u00e9m disso, as apura\u00e7\u00f5es destas viola\u00e7\u00f5es s\u00e3o omissas e n\u00e3o transparentes e, de todos os casos, apenas 39% dos violadores foram indiciados, tornando o sistema de silenciamento impune, o que pode inclusive ter contribu\u00eddo para o aumento das viola\u00e7\u00f5es de 2014 (21 casos) para 2017 (31 casos).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O relat\u00f3rio indica que o sistema adotado no Brasil para coibir tais pr\u00e1ticas \u00e9 falho. Isso porque n\u00e3o temos algo espec\u00edfico a proteger os comunicadores, que s\u00e3o cobertos de forma geral pelo Programa de Prote\u00e7\u00e3o a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, que tem diversas falhas, como a abrang\u00eancia apenas para pessoas j\u00e1 v\u00edtimas de amea\u00e7a, a exclus\u00e3o da sociedade civil de seu conselho deliberativo e a falta de metodologia para a inclus\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de comunicadores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Em compara\u00e7\u00e3o ao Brasil e como ponto de partida para a melhora e prote\u00e7\u00e3o, o relat\u00f3rio examina o sistema de prote\u00e7\u00e3o mexicano, que possui marco legal para nortear a prote\u00e7\u00e3o, metodologias espec\u00edficas para as an\u00e1lises de risco e o envolvimento da sociedade e organismos internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Os comunicadores s\u00e3o a voz de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e de injusti\u00e7as v\u00edtimas dos que det\u00eam o poder econ\u00f4mico. As viola\u00e7\u00f5es de suas vidas apenas demonstram que o Estado brasileiro n\u00e3o consegue efetivar os direitos \u00e0 livre manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2016 \u2016 \u2016\u00a0Greici Zimmer\u00a0\u2016 \u2016 \u2016\u00a0 &nbsp; A crise de seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil nos \u00faltimos anos n\u00e3o est\u00e1 restrita \u00e0s camadas pobres e vulner\u00e1veis da sociedade. 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