{"id":2024,"date":"2016-10-28T16:06:47","date_gmt":"2016-10-28T19:06:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/?p=2024"},"modified":"2016-10-28T16:06:47","modified_gmt":"2016-10-28T19:06:47","slug":"pesquisa-indica-menos-interesse-por-videos-de-noticias-online","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/2016\/10\/28\/pesquisa-indica-menos-interesse-por-videos-de-noticias-online\/","title":{"rendered":"Pesquisa indica menos interesse por v\u00eddeos de not\u00edcias online"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"color: #000000\">\u2016 \u2016 \u2016 Luis Henrique Negrelli\u00a0\u2016 \u2016 \u2016 <\/span><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">H\u00e1 quem aposte que esteja ocorrendo, atualmente, uma sobreposi\u00e7\u00e3o de recursos visuais em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado textual. A onda das redes sociais, de aplicativos em dispositivos m\u00f3veis, da populariza\u00e7\u00e3o dos v\u00eddeos e fotos na internet s\u00e3o algumas das justificativas para afirmar que agora o usu\u00e1rio da internet n\u00e3o d\u00e1 tanta aten\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura e busca de informa\u00e7\u00e3o por meio de textos. Por\u00e9m, o relat\u00f3rio <span style=\"color: #0000ff\"><a style=\"color: #0000ff\" href=\"http:\/\/digitalnewsreport.org\/publications\/2016\/future-online-news-video\/\" target=\"_blank\">The future of online news video<\/a><\/span>, publicado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, indica que essa vis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 totalmente verdadeira. De acordo com a pesquisa, alguns entrevistados disseram que n\u00e3o assistem a v\u00eddeos de not\u00edcias por acharem a leitura mais r\u00e1pida e conveniente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O relat\u00f3rio faz parte de uma s\u00e9rie de publica\u00e7\u00f5es do <em>Digital News Project 2016<\/em>, que utilizou question\u00e1rios online entre o final de janeiro e in\u00edcio de fevereiro de 2016. \u00c9 baseado em uma pesquisa com mais de 50 mil pessoas em 26 pa\u00edses, entre eles, Estados Unidos, Canad\u00e1, Coreia do Sul, Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia, Brasil, Reino Unido, Alemanha e outros 18 pa\u00edses europeus. A pesquisa tamb\u00e9m levantou dados de empresas como BBC, The Guardian, CNN e as digitais AJ+, Fanpage e Nowthis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A conclus\u00e3o principal do estudo revela que apenas cerca de 2,5% da m\u00e9dia de tempo gasto com acesso a p\u00e1ginas de v\u00eddeo foi com v\u00eddeos de not\u00edcias, num intervalo de 30 sites de not\u00edcias online. O restante do tempo (97,5%) ainda \u00e9 utilizado com texto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Cerca de 75% dos entrevistados disseram que apenas ocasionalmente (ou nunca) consomem v\u00eddeos de not\u00edcias online.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Nos pa\u00edses analisados, aproximadamente um quarto (24%) dos entrevistados relataram que visualizam v\u00eddeos de not\u00edcias online em determinada semana. As porcentagens de visualiza\u00e7\u00f5es variam de 33 % nos Estados Unidos, 32 % no Canad\u00e1 e 30% no Brasil, at\u00e9 16% no Jap\u00e3o e 15 % na Dinamarca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Diferen\u00e7as<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prefer\u00eancia por texto ou v\u00eddeo, a pesquisa evidenciou que nos pa\u00edses da amostra h\u00e1 uma maior inclina\u00e7\u00e3o ao consumo de texto ao inv\u00e9s de v\u00eddeo. Os dados variam de 68% dos entrevistados que preferem texto nos Estados Unidos e Alemanha, chegando a 80% na It\u00e1lia. Nos Estados Unidos houve o maior percentual de prefer\u00eancia de v\u00eddeo sobre texto (11%), enquanto que nos outros tr\u00eas pa\u00edses do gr\u00e1fico (It\u00e1lia, Alemanha e Reino Unido) os n\u00fameros oscilaram entre 4% e 6%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O relat\u00f3rio aponta os motivos da falta de interesse das pessoas em v\u00eddeo de not\u00edcias: 41% disseram que acham a leitura mais r\u00e1pida e mais conveniente, 35% afirmaram que os an\u00fancios antes dos v\u00eddeos os afastam e 20% declararam que os v\u00eddeos demoram mais para carregar. Outras justificativas: v\u00eddeos n\u00e3o adicionam valor ao texto (19%), existe uma preocupa\u00e7\u00e3o com o custo dos dados m\u00f3veis (9%) e em locais como ambientes de trabalho n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aumentar o \u00e1udio (7%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O desafio para produtores de conte\u00fado online tornam-se maiores a partir das constata\u00e7\u00f5es do relat\u00f3rio. As opini\u00f5es de que os an\u00fancios afastam os espectadores e que os v\u00eddeos n\u00e3o adicionam valor ao texto transformam-se em barreiras a serem enfrentadas. Com a mudan\u00e7a no padr\u00e3o de visualiza\u00e7\u00e3o, as empresas de transmiss\u00e3o est\u00e3o buscando se adaptar as novas realidades de comportamento do consumidor.\u00a0 A maior utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00eddias m\u00f3veis e redes sociais como fonte de informa\u00e7\u00f5es tem dificultado o trabalho de captura da aten\u00e7\u00e3o dos espectadores por mais tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A pesquisa comprovou que h\u00e1 um crescimento no consumo de not\u00edcias fora dos sites originais. Em pa\u00edses como Espanha, It\u00e1lia e Gr\u00e9cia, a porcentagem de pessoas que assistem a v\u00eddeos de not\u00edcias via redes sociais \u00e9 maior que os \u00edndices de consumo nos pr\u00f3prios sites de not\u00edcias. O Brasil apresenta uma alta diferen\u00e7a entre os dois fatores: 33% dos entrevistados afirmaram que na maioria das vezes assistem a v\u00eddeos de not\u00edcias nos pr\u00f3prios sites e mais da metade (52%) alegou que os visualizam por meio das redes sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Para incrementar o estudo, foram levantados dados da BBC, que disponibiliza uma quantidade consider\u00e1vel de v\u00eddeos em seu site. Entre setembro e outubro de 2015, 11% dos visitantes do site da BBC News e do aplicativo utilizaram v\u00eddeos. The Guardian, em abril de 2016, informou que cerca de 7% dos usu\u00e1rios na internet e no aplicativo acessaram os v\u00eddeos mensalmente e que, mesmo com a pequena propor\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de v\u00eddeos cresceu 45% entre maio de 2015 e maio de 2016. As visualiza\u00e7\u00f5es no Facebook do The Guardian aumentaram 138% entre setembro de 2015 e maio de 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Hard news <em>vs.\u00a0<\/em>soft news<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O relat\u00f3rio aponta que quase 40% dos v\u00eddeos de maior sucesso s\u00e3o relacionados a conte\u00fados de entretenimento e estilo de vida, ao inv\u00e9s de not\u00edcias factuais. Mesmo para marcas do <em>hard news<\/em> como The Guardian ou The Independent, os v\u00eddeos mais vistos no Facebook acabaram por ser de <em>soft news<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Uma das atitudes que podem levar \u00e0 queda de interesse pelos v\u00eddeos de not\u00edcias online \u00e9 a falta de adapta\u00e7\u00e3o desse conte\u00fado para o ambiente virtual. Alguns v\u00eddeos s\u00e3o retirados da televis\u00e3o e postados nos sites e redes sociais como resumos ou na \u00edntegra, sem conter a chamada \u2018vers\u00e3o para web\u2019. A pesquisa aborda uma a\u00e7\u00e3o que tem sido tomada para aumentar as visualiza\u00e7\u00f5es: a maioria dos v\u00eddeos (71%) teve uma sobreposi\u00e7\u00e3o de texto para que pudessem ser facilmente compreendidos sem som.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O caso dos ataques em Paris em 2015 serve como exemplo de caso para o relat\u00f3rio. Ap\u00f3s o atentado, muitas pessoas passaram a se informar via redes sociais, com v\u00eddeos de outras pessoas sobre o ocorrido. A grande m\u00eddia ainda n\u00e3o havia chegado ao local, por\u00e9m atrav\u00e9s de smartphones a not\u00edcia come\u00e7ou a circular pela internet. Posteriormente, todos esses v\u00eddeos serviram para o notici\u00e1rio internacional retratar o acontecimento. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 audi\u00eancia, o dia dos ataques foi o de maior tr\u00e1fego online para BBC. No dia seguinte ao ocorrido, o \u00edndice de usu\u00e1rios assistindo v\u00eddeos quase duplicou, chegando a 19% no site e 22% no aplicativo BBC News. O estudo concluiu que os v\u00eddeos s\u00e3o parte importante nas primeiras 24 horas de uma not\u00edcia de grande propor\u00e7\u00e3o. O destaque, por\u00e9m, \u00e9 notado analisando-se as redes sociais, em que a maior parte do consumo veio via Facebook, com 15 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es no site da BBC e quase 2 milh\u00f5es no Youtube.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A quest\u00e3o chave para a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos est\u00e1 centrada nas variadas plataformas, nos m\u00faltiplos g\u00eaneros e nas estrat\u00e9gias de atra\u00e7\u00e3o do espectador. As conclus\u00f5es do relat\u00f3rio servem de base para que produtores de conte\u00fado, sobretudo, da grande m\u00eddia, aprimorem sua t\u00e9cnicas de divulga\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais suficiente apenas publicar um v\u00eddeo se a inten\u00e7\u00e3o for realmente alcan\u00e7ar mais p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Empresas como Fox News, CNN, BBC e as mais novas AJ+, Fanpage e Nowthis t\u00eam buscado investir mais na produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo, mas tamb\u00e9m tentado reconhecer o p\u00fablico consumidor que tem se dirigido, cada vez mais, para as redes sociais e dispositivos m\u00f3veis. Essas atitudes aos poucos est\u00e3o modificando o modo de produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos e, principalmente, de divulga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><em>\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2016 \u2016 \u2016 Luis Henrique Negrelli\u00a0\u2016 \u2016 \u2016 &nbsp; H\u00e1 quem aposte que esteja ocorrendo, atualmente, uma sobreposi\u00e7\u00e3o de recursos visuais em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado textual. 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