{"id":1650,"date":"2014-08-31T20:54:52","date_gmt":"2014-08-31T23:54:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/?p=1650"},"modified":"2014-09-09T21:10:38","modified_gmt":"2014-09-10T00:10:38","slug":"documentario-enfoca-protestos-de-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www2.faac.unesp.br\/blog\/obsmidia\/2014\/08\/31\/documentario-enfoca-protestos-de-junho\/","title":{"rendered":"Document\u00e1rio enfoca cobertura dos protestos de junho"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000\"><strong>\u2016 \u2016 \u2016\u00a0Ana Cristina Consalter Am\u00f4r\u00a0\u2016 \u2016 \u2016\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u201cJunho\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do document\u00e1rio rec\u00e9m-lan\u00e7ado sobre as manifesta\u00e7\u00f5es ocorridas a partir de junho de 2013 nas regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds contra o aumento do custo do transporte p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O filme foi para os cinemas e para o cat\u00e1logo do iTunes em junho deste ano. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 da Folha de S. Paulo, com dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Wainer e imagens dos protestos colhidas pela TV Folha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Parte das manifesta\u00e7\u00f5es foi organizada atrav\u00e9s das redes sociais, tendo como precursores os membros do Movimento Passe Livre (MPL).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O prefeito de S\u00e3o Paulo, Fernando Haddad, cogitou o aumento das tarifas na campanha eleitoral de 2012, argumentando que o reajuste ainda estaria abaixo da infla\u00e7\u00e3o. Facilitou, assim, a prepara\u00e7\u00e3o para os atos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Mas o processo que desaguou no m\u00eas de junho teve origem dez anos antes, quando jovens se revoltaram com o aumento das passagens em Salvador, onde come\u00e7ou a tomar forma o MPL (que se consolidaria, mais tarde, em 2005, durante o F\u00f3rum Mundial de Porto Alegre).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u00c9, assim, com o hist\u00f3rico do MPL, narrado pela integrante Nina Campelo e com um breve retrato do caos enfrentado pelos usu\u00e1rios no sistema p\u00fablico de transporte em S\u00e3o Paulo, que come\u00e7a o document\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u201cJunho\u201d destaca pela riqueza em imagens e pela pluralidade de depoimentos de protagonistas, jornalistas, intelectuais (fil\u00f3sofos, cientistas pol\u00edticos, historiadores) e pol\u00edticos. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 did\u00e1tica. A narrativa segue um roteiro cronol\u00f3gico, com a apresenta\u00e7\u00e3o dos fatos e seus desdobramentos dia a dia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">As imagens, que podem ser consideradas raras, tendo em vista a dificuldade dos ve\u00edculos de grande m\u00eddia para se infiltrar nas manifesta\u00e7\u00f5es, enriquecem a edi\u00e7\u00e3o, que ora apresenta os acontecimentos nas ruas, ora esclarece os fatos sob cr\u00edtica de v\u00e1rias personalidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Para a rep\u00f3rter da TV Folha Giuliana Vallone, ferida no olho por uma bala de borracha, o movimento tinha composi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea e agia pacificamente, mas havia tamb\u00e9m uma pequena parcela que buscava o confronto com a pol\u00edcia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Em S\u00e3o Paulo, os protestos come\u00e7aram em 2 de junho de 2013, mas se tornaram intensos, de fato, em 6 de junho. Em 13 de junho, as ruas da cidade se transformaram num campo de batalha, onde foram protagonizadas cenas de vandalismo, trucul\u00eancia policial e destrui\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Em 17 de junho, a cidade do Rio de Janeiro tamb\u00e9m foi palco de uma passeata com mais de 100 mil pessoas que protestaram contra os gastos para a Copa do Mundo e a Copa das Confedera\u00e7\u00f5es. No final do ato, um grupo infiltrado de manifestantes radicais promoveu uma pancadaria. Muitos locais foram invadidos e depredados. O ato constituiu-se no cart\u00e3o de visita dos chamados black blocs no cen\u00e1rio das manifesta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Depreda\u00e7\u00e3o e trucul\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Ao comentar a t\u00e1tica black bloc, um dos entrevistados, Marcos Nobre, levanta uma quest\u00e3o importante que poderia ser mais explorada pela narrativa acerca da legitimidade das a\u00e7\u00f5es: \u201co que seria mais leg\u00edtimo: a viol\u00eancia contra a pessoa, que \u00e9 cometida pela pol\u00edcia ou a depreda\u00e7\u00e3o da propriedade p\u00fablica ou privada\u201d?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Policiais analisam as dificuldades em identificar lideran\u00e7as para estabelecer di\u00e1logo e a viol\u00eancia contra a pr\u00f3pria pol\u00edcia. Em contrapartida, manifestantes afirmam sofrer excessos. Algumas pessoas, inclusive jornalistas, foram detidas por carregar vinagre para minimizar os efeitos do g\u00e1s lacrimog\u00eaneo. O tenente-coronel da Pol\u00edcia Militar Marcelo Pignatari sustenta que as condutas excessivas foram isoladas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Para o MPL, as a\u00e7\u00f5es policiais tiveram a inten\u00e7\u00e3o de fazer o movimento recuar. Mas para o jornalista Gilberto Dimenstein, assim como \u00e9 n\u00edtido o despreparo da m\u00e1quina p\u00fablica em outras \u00e1reas, com a pol\u00edcia n\u00e3o seria diferente. \u201cO problema \u00e9 que desta vez ela (a Pol\u00edcia Militar) estava sendo filmada\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A atua\u00e7\u00e3o da m\u00eddia tamb\u00e9m dividiu opini\u00f5es. Para Bruno Tortura (M\u00eddia Ninja), a m\u00eddia teve papel fundamental nas manifesta\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m demandou mais viol\u00eancia ao cobrar atitude mais ofensiva da pol\u00edcia. Mas na vis\u00e3o de Dem\u00e9trio Magnoli, a m\u00eddia simplesmente caminhou com a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Sobre este assunto, o Grupo Folha se disp\u00f5e a fazer uma autocr\u00edtica. O document\u00e1rio surpreende por abordar a conduta da Folha, que tamb\u00e9m teria feito coro \u00e0s promessas de repress\u00e3o do Estado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O poder de mobiliza\u00e7\u00e3o das redes sociais e o poder articulador das novas m\u00eddias, o jornalismo cidad\u00e3o e os desdobramentos de pautas tamb\u00e9m foram avaliados pelos entrevistados no document\u00e1rio. Embora tenham servido de combust\u00edvel para os protestos, outros temas e lutas paralelas teriam reduzido o n\u00famero de manifestantes e gerado choques ideol\u00f3gicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2016 \u2016 \u2016\u00a0Ana Cristina Consalter Am\u00f4r\u00a0\u2016 \u2016 \u2016\u00a0 \u00a0 \u201cJunho\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do document\u00e1rio rec\u00e9m-lan\u00e7ado sobre as manifesta\u00e7\u00f5es ocorridas a partir de junho de 2013 nas regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds contra o aumento do custo do transporte p\u00fablico. O filme foi para os cinemas e para o cat\u00e1logo do iTunes em junho deste ano. 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