+ POR PALAVRA
+ POR ÁREA DO CONHECIMENTO
+ POR PESQUISADOR
+ POR INSTITUIÇÃO

Facebook
Untitled Document


Você pode ouvir os arquivos de áudio num pop-up clicando em "ouvir" ou salva-los no seu computador clicando com o botão direito em mp3 e escolhendo a opção "salvar como...".
 
Elemar Voll
Dinâmica de plantas daninhas é objeto de estudo

Ciências Agrárias; Agronomia; Ciência do Solo.

PUBLICADO EM 29.07.2008
 
Meu nome é Elemar Voll, e eu falo do Centro Nacional de Pesquisa da Soja, da Embrapa do Paraná. Estudo a dinâmica das plantas daninhas, e, mais recentemente, conduzi experimentos que comparavam o período de sobrevivência dessas espécies. Analisamos a incidência do Capim-marmelada e da Trapoeraba em uma cultura de trigo, semeada da forma tradicional, com arado e grade, e da forma que defendemos, diretamente na palha. Após cinco anos, percebemos uma redução de sobrevivência do Capim-marmelada de doze, para cinco anos, quando utilizamos a semeadura direta com o controle de herbicidas. No mesmo experimento, sem herbicidas, a infestação da gramínea provocou algo curioso, que foi a queda na sobrevivência da Trapoeraba, de quarenta para doze anos. Entramos então no que é conhecido por alelopatia, ou seja, a liberação de substâncias tóxicas de plantas, que afetam a germinação e o crescimento de outra planta. No caso da Trapoeraba, por exemplo, além da alelopatia presente na cultura do trigo, a infestação por capim marmelada também influiu negativamente no seu desenvolvimento. Vale lembrar que, em todos os experimentos, utilizamos as mesmas práticas de manejo. Com isso, concluímos que o manejo de plantas daninhas deve envolver a semeadura direta e contemplar a integração entre lavoura e pecuária.
Podcast produzido por João Guilherme D'Arcadia
Graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é mestre em Fitotecnia pela mesma Instituição. Doutorou-se em Agronomia na Universidade Estadual Paulista.