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Giselda Durigan
Pesquisa aborda evolução das matas ciliares

Ciências Biológicas; Ecologia; Ecologia de Ecossistemas.

PUBLICADO EM 16.11.2011
 
Olá, eu sou Giselda Durigan, pesquisadora do Instituto Florestal do Estado de São Paulo. Nos últimos anos eu tenho desenvolvido pesquisas sobre a conservação e a recuperação do cerrado e da Mata Atlântica, que são os dois tipos de vegetação mais ameaçados no Brasil. Recentemente, junto com meu grupo de pesquisadores, busquei entender como evoluem as matas ciliares que foram plantadas nas áreas desmatadas ao longo dos rios e o que é que faz esses plantios terem sucesso. Para isso, nós amostramos 1000 metros quadrados de matas ciliares em cada um de 26 plantios diferentes, com idade de até 53 anos.Nós estudamos o solo, as árvores, os cipós, as samambaias e epífitas, além de características ambientais e da paisagem ao redor dos plantios.Nós chegamos à conclusão de que, entre os fatores que podem contribuir para a evolução dessas matas, controlar os capins é o mais importante, pois esses capins impedem as sementes de germinar e dificultam o crescimento das plantas.Nós verificamos também que, nas matas ciliares plantadas, os tipos de plantas não serão os mesmos que existiam nas matas que foram derrubadas. Mas, felizmente, constatamos que cerca de 15 anos depois, a mata plantada se iguala à anterior em seus serviços ambientais de sequestro de carbono e proteção aos recursos hídricos.
Podcast produzido por Thales Schmidt
Giselda Durigan possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade de São Paulo (1979) e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Fez pós-doutorado junto ao Royal Botanic Garden, em Edinburgh, Escócia. Atualmente é pesquisadora do Instituto Florestal do Estado de São Paulo e professora credenciada junto aos Programas de Pós-graduação em Ciências da Engenharia Ambiental da USP e da UNESP. Atua especialmente em Ecologia Aplicada à conservação e restauração de cerrado, mata ciliar e floresta estacional semidecidual.