+ POR PALAVRA
+ POR ÁREA DO CONHECIMENTO
+ POR PESQUISADOR
+ POR INSTITUIÇÃO

Facebook
Untitled Document


Você pode ouvir os arquivos de áudio num pop-up clicando em "ouvir" ou salva-los no seu computador clicando com o botão direito em mp3 e escolhendo a opção "salvar como...".
 
Vanessa Costhek Abílio
Pesquisa utiliza a linhagem de ratos SHR como um novo modelo animal para o estudo da esquizofrenia

Ciências Biológicas; Farmacologia; Neuropsicofarmacologia.

PUBLICADO EM 07.12.2011
 
Olá! Eu sou Vanessa Abílio, professora do departamento de farmacologia da Universidade Federal de São Paulo. Minha pesquisa atual está focada na utilização da linhagem de ratos SHR como um novo modelo animal para o estudo da esquizofrenia. A esquizofrenia é um dos mais graves transtornos mentais. Manifesta-se no final da adolescência e início da vida adulta. O uso de bons modelos animais é uma ferramenta poderosa para o melhor entendimento da fisiopatologia da esquizofrenia, aperfeiçoamento de sua terapêutica e investigação de fatores de risco e estratégias preventivas. Nosso objetivo inicial foi caracterizar a linhagem como um bom modelo para o estudo da esquizofrenia. A partir desta caracterização, utilizamos as alterações comportamentais da linhagem para investigar diversas neurotransmissões e neuroestruturas; os efeitos benéficos de drogas com potencial terapêutico e seus possíveis efeitos colaterais; estratégias tanto farmacológicas quanto ambientais de prevenção. Os estudos são realizados por meio de abordagens comportamentais, neuroquímicas e genéticas que avaliam tanto parâmetros basais da linhagem quanto suas alterações ao longo da idade e frente a desafios ambientais e farmacológicos. Com base nos nossos resultados, sugerimos que a linhagem SHR possa ser utilizada como um bom modelo para o estudo de diversos aspectos da esquizofrenia, podendo contribuir para o entendimento desta doença, sua prevenção e tratamento.
Podcast produzido por Aline Pádua
Vanessa Costhek Abílio possui graduação em Biomedicina pela Universidade Federal de São Paulo (1995), mestrado em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (1998), doutorado em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (2003) e pós-doutorado pela University of Chicago (2009). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo. Tem experiência na área de Farmacologia, com ênfase em Neuropsicofarmacologia, atuando principalmente nos seguintes temas: esquizofrenia, discinesia tardia, plasticidade dopaminérgica, estresse oxidativo e modelos animais de transtornos psiquiátricos.