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Ana Cristina Gales
Estudo de bactéria busca ajudar na prevenção de infecções hospitalares

Ciências da Saúde; Medicina; Clínica Médica.

PUBLICADO EM 21.07.2011
 
Olá, sou Ana Cristina Gales, médica e professora da Universidade Federal de São Paulo. Uma de minhas pesquisas analisou a bactéria Serratia marcescens, responsável por infecções hospitalares. A bactéria chamou à atenção por ser resistente ao potente antimicrobiano chamado Carbapenens, que é usado no tratamento de infecções hospitalares graves causadas por bactérias gram-negativas, como é o caso da Serratia marcescens. Com a pesquisa, descobrimos que a resistência era fruto da capacidade da bactéria de produzir uma nova enzima capaz de inativar os carbapenens. O gene responsável pela codificação desta enzima estava em um plasmídeo, que é uma estrutura composta de DNA circular que tem a capacidade de se multiplicar. O plasmídeo também é capaz de ser passado de uma bactéria para outra. É importante estudar a Serratia marcescens já que é cada vez mais freqüente o surgimento de bactérias resistentes ao tratamento de antibióticos. A pesquisa foi desenvolvida durante o mestrado da aluna Paula Barbosa e contou com o financiamento do CNPq. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro também colaborou ao enviar a bactéria para análise em nosso laboratório, que é o Laboratório Alerta da Universidade Federal de São Paulo.
Podcast produzido por Thales Schmidt
Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Fundação ABC (1991), mestrado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal de São Paulo (1997), doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Universidade Federal de São Paulo (2001) com Doutorado Sanduíche no Depto. de Patologia da The University of Iowa (1998-2000). Atualmente é professora adjunta e pesquisadora da Disciplina de infectologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina.Tem experiência na área de Doenças Infecciosas e Parasitárias, com ênfase em resistência bacteriana, atuando principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: avaliação da atividade in vitro a novos antimicrobianos, detecção dos mecanismos de resistência bacteriana e projetos de vigilância de resistência bacteriana.