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Fernanda Dreux Miranda Fernandes
Pesquisa aborda diferenças comunicativas em crianças e adolescentes autistas

Ciências da Saúde; Fonoaudiologia

PUBLICADO EM 14.07.2011
 
Sou Fernanda Dreux Miranda Fernandes, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Minha pesquisa aborda as diferenças na comunicação, no desempenho cognitivo e na adaptação sócio-comunicativa de crianças e adolescentes autistas. O autismo é um transtorno que provoca alterações qualitativas na comunicação e na interação social. O procedimento de pesquisa envolveu 60 sessões de terapia fonoaudiológica no período de 2 anos. As sessões se dividiram em três situações: a terapia individual que envolveu a criança e o terapeuta; a terapia com a mãe, a criança e o terapeuta e o que nós chamamos de oficina de linguagem, que é praticada com duas crianças. Quando a criança está com o terapeuta existe a construção de um repertório comum de interesses e de conhecimentos que facilita a comunicação. Na presença da mãe, o que é aprendido na terapia passa para outras situações de comunicação, como em casa e na escola. A situação em oficina de linguagem é a mais desafiadora, pois exige que a criança use recursos de comunicação eficazes para que a outra pessoa , que também possui dificuldade de comunicação, compreenda e participe do processo. Constatou-se que o progresso obtido nessas atividades não foi perdido nas sessões seguintes. Além disso, observamos que o grupo que mais evoluiu foi o submetido às oficinas de linguagem.
Podcast produzido por Lydia Rodrigues
Fernanda Dreux possui graduação em Fonoaudiologia e mestrado em Distúrbios da comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Possui doutorado em Lingüística e Semiótica Geral pela Universidade de São Paulo . Atualmente é professora associada livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Colaboraram para esta pesquisa alunos do último ano de graduação, alunos de aprimoramento em Fonoaudiologia em Psiquiatria infantil e de pós graduação em Ciências da reabilitação.