
Conferência discute TV Digital na América Latina na abertura do II SIMTVD
Uma tecnologia cada vez mais avançada
Nem toda indústria cultural é uma indústria criativa
Aliança entre tecnologia e educação
A vida através da tela
Telejornalismo Regional Comunitário na Televisão Digital
Entre os meios tecnológicos e políticos
O uso da Tecnologia Digital
Quadrinhos além do papel: na tela do computador
A interatividade na televisão digital
Histórico
Nem toda indústria cultural é uma indústria criativa
Por Laís Rodrigues

Mesa do II Simpósio Internacional de Televisão Digital discute a criatividade para explorar os recursos da tecnologia
A última mesa do II SIMTVD desta quinta-feira (10), mediada pela professora do Programa de Pós Graduação em Televisão Digital da Unesp (PPGTVD) Ana Sílvia D. Mendola, discutiu o tema “TV Digital - Gestão de Conteúdos: Indústrias Criativas”.
As exposições tiveram início com Valério Brittos, professor da Universidade do Rio dos Sinos (Unisinos). Para Valério, o desenvolvimento do audiovisual em modelos diversos de transmissão e captação é quase uma necessidade. “Pensar em tecnologia não é mais um acessório”, afirma.
De acordo com Valério, nem toda indústria cultural e meio de comunicação de massa é uma indústria criativa. O professor disse ainda que o grande desafio da TV Digital é pensar quais são os limites do sistema, refletindo sempre sobre as novas tecnologias como um espaço de criatividade e inovação.
Em seguida, Cícero Inácio da Silva, da Universidade Federal de Juiz de Fora, expôs suas pesquisas e trabalhos experimentais com a tecnologia 4k, uma imagem ultra definida. Cícero falou de sua participação no projeto 2014k, que tem a intenção de transmitir a Copa do Mundo de 2014 em 4k 3D para cinemas localizados em cinco continentes.
O professor Francisco Rofsen Belda, também do PPGTV, fez uma provocação sobre a necessidade de se estudar e propor um modelo de negócios para a TV Digital. “Negócio é sempre visto como algo árido, mas é necessário para o mercado da televisão”, diz.
Segundo Francisco, o modelo de TV tradicional é linear, com intervalos comerciais durante os programas. A alta definição e a mobilidade da TV Digital favorecem os anúncios, mas quando a interatividade afeta a linearidade – o usuário da TV Digital pode programar o aparelho para tocar música durante os comerciais, por exemplo – surge um problema para o mercado.
Para encerrar a noite, James Görgen, do Ministério das Comunicações (Mini Com), falou sobre a importância de políticas públicas nacionais que, em uma época de confluência entre informação e entretenimento, entre telecomunicações e mídias digitais, favoreçam conteúdos digitais criativos, de modo a construir uma indústria sinérgica e estratégica no país.
Boletim Jornal Jr.
