Segunda edição do SIMTVD discute Televisão Digital na América Latina

Professora Maria Cristina GobbiEvento traz pesquisadores internacionais e novidades nas apresentações para discutir o tema "Televisão digital na América Latina: avanços e perspectivas".

Telejornalismo Comunitário terá espaço no SIMTVD

Evento apresenta importantes temáticas sobre a televisão digital interativa

SIMTVD discute mudanças na formação de profissionais na era digital

Novas plataformas devem criar novas funções e alterar o modo de trabalho

Indútrias criativas tem lugar garantido nas mesas de debate

Tema será debatido por pesquisadores de diferentes estados

América Latina unida para otimizar a televisão digital interativa

Nações se unem em torno da tecnologia para escolher os melhores caminhos para a transição.

Tecnologia e desenvolvimento da TV Digital no SIMTVD

Simpósio será responsável por trazer inúmeros debates sobre a presença da TVD na América Latina.

Conferência discute TV Digital na América Latina na abertura do II SIMTVD

Uma tecnologia cada vez mais avançada

Nem toda indústria cultural é uma indústria criativa

Aliança entre tecnologia e educação

A vida através da tela

Telejornalismo Regional Comunitário na Televisão Digital

Entre os meios tecnológicos e políticos

O uso da Tecnologia Digital

Quadrinhos além do papel: na tela do computador

A interatividade na televisão digital

Histórico

Nem toda indústria cultural é uma indústria criativa

Por Laís Rodrigues


Mesa do II Simpósio Internacional de Televisão Digital discute a criatividade para explorar os recursos da tecnologia


A última mesa do II SIMTVD desta quinta-feira (10), mediada pela professora do Programa de Pós Graduação em Televisão Digital da Unesp (PPGTVD) Ana Sílvia D. Mendola, discutiu o tema “TV Digital - Gestão de Conteúdos: Indústrias Criativas”.

As exposições tiveram início com Valério Brittos, professor da Universidade do Rio dos Sinos (Unisinos). Para Valério, o desenvolvimento do audiovisual em modelos diversos de transmissão e captação é quase uma necessidade. “Pensar em tecnologia não é mais um acessório”, afirma.

De acordo com Valério, nem toda indústria cultural e meio de comunicação de massa é uma indústria criativa. O professor disse ainda que o grande desafio da TV Digital é pensar quais são os limites do sistema, refletindo sempre sobre as novas tecnologias como um espaço de criatividade e inovação.

Em seguida, Cícero Inácio da Silva, da Universidade Federal de Juiz de Fora, expôs suas pesquisas e trabalhos experimentais com a tecnologia 4k, uma imagem ultra definida. Cícero falou de sua participação no projeto 2014k, que tem a intenção de transmitir a Copa do Mundo de 2014 em 4k 3D para cinemas localizados em cinco continentes.

O professor Francisco Rofsen Belda, também do PPGTV, fez uma provocação sobre a necessidade de se estudar e propor um modelo de negócios para a TV Digital. “Negócio é sempre visto como algo árido, mas é necessário para o mercado da televisão”, diz.

Segundo Francisco, o modelo de TV tradicional é linear, com intervalos comerciais durante os programas. A alta definição e a mobilidade da TV Digital favorecem os anúncios, mas quando a interatividade afeta a linearidade – o usuário da TV Digital pode programar o aparelho para tocar música durante os comerciais, por exemplo – surge um problema para o mercado.

Para encerrar a noite, James Görgen, do Ministério das Comunicações (Mini Com), falou sobre a importância de políticas públicas nacionais que, em uma época de confluência entre informação e entretenimento, entre telecomunicações e mídias digitais, favoreçam conteúdos digitais criativos, de modo a construir uma indústria sinérgica e estratégica no país.

Boletim Jornal Jr.