
Conferência discute TV Digital na América Latina na abertura do II SIMTVD
Uma tecnologia cada vez mais avançada
Nem toda indústria cultural é uma indústria criativa
Aliança entre tecnologia e educação
A vida através da tela
Telejornalismo Regional Comunitário na Televisão Digital
Entre os meios tecnológicos e políticos
O uso da Tecnologia Digital
Quadrinhos além do papel: na tela do computador
A interatividade na televisão digital
Histórico
O uso da Tecnologia Digital
Por Lucas Esteves

Oficina do SIMTVD propõe estratégias de uso das tecnologias digitais na televisão
Começou nessa segunda-feira (07) o II Simpósio Internacional de Televisão Digital promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Unesp, em Bauru. Entre as oficinas que deram início ao evento, a de Tecnologias Digitais trouxe Fernando Geloneze e Leonardo Enrico, ambos da TV UNESP, para falar sobre a implantação e o uso das Tecnologias Digitais no recém-estreado canal da universidade.
A oficina começou com uma breve exposição sobre a criação e o surgimento da televisão digital. Embora diversos países tenham procurado desenvolver essa tecnologia, apenas o Japão e o Reino Unido chegaram a explorar seus recursos. Segundo Geloneze, hoje a televisão digital ainda se trata mais do seu modo de transmissão em si do que dos seus recursos. “A questão da interatividade, por exemplo, só é mais explorada no Reino Unido e um pouco no Japão. Nem os Estados Unidos investem nesse recurso”, constatou.
Depois da breve contextualização, Geloneze e Enrico abriram para uma discussão com os presentes. Entre os vários pontos debatidos, falou-se sobre a substituição da TV analógica pelo formato digital. “A substituição pela TV Digital não vai acontecer de modo natural, pela adesão popular ou por necessidade. No Brasil, por exemplo, a implantação da TV Digital é incentivada pelo governo, e não pelas tendências de consumo”, explicou Enrico. Segundo ele, isso acontece porque, além de a implantação ser um processo difícil para as próprias emissoras, o acesso aos aparelhos compatíveis com a tecnologia ainda é escasso devido aos preços altos desses produtos.
Os oficineiros ainda explicaram como se dá a utilização dos recursos online para tornar a TV UNESP o mais interativa possível. “Quase metade dos acessos ao nosso site se dá através do Facebook. Isso mostra a força das redes sociais”, observou Geloneze. O site da TV UNESP transmite ao vivo o mesmo conteúdo que vai para a TV e procura oferecer ainda algum conteúdo extra. Além disso, todo o site foi projetado para ser acessado de celulares ou tablets.
Por fim, Enrico propôs que os ouvintes criassem suas próprias estratégias de utilização dos recursos multimídia e se pôs à disposição para analisar os projetos. Geloneze finalizou dizendo como ele acha que a produção de conteúdo se dará quando as emissoras decidirem investir na interação multimídia: “você cria conteúdo e onde ele vai começar é só um detalhe, porque depois ele gera outras narrativas em outras plataformas e elas vão dialogar entre si”.
Boletim Jornal Jr.
