
Conferência discute TV Digital na América Latina na abertura do II SIMTVD
Uma tecnologia cada vez mais avançada
Nem toda indústria cultural é uma indústria criativa
Aliança entre tecnologia e educação
A vida através da tela
Telejornalismo Regional Comunitário na Televisão Digital
Entre os meios tecnológicos e políticos
O uso da Tecnologia Digital
Quadrinhos além do papel: na tela do computador
A interatividade na televisão digital
Histórico
SIMTVD discute mudanças na formação de profissionais na era digital
Por Jakeline Lourenço
Novas plataformas devem criar novas funções e alterar o modo de trabalho com que os profissionais estão acostumados
No dia 8 de novembro, segundo dia do II Simpósio Internacional de Televisão Digital, haverá a continuidade das atividades com oficinas, mesas e debates. Entre elas, destaque para o debate que irá discutir a formação profissional do radialista na era de convergência, com o professor Antônio Francisco Magnoni, do Lecotec da Unesp de Bauru, e sua equipe, às 19:30h.
O tema do Simpósio deste ano irá abordar a televisão digital na América Latina, mas segundo o professor, ele acaba se tornando um espaço para a discussão de outros temas que caminham paralelos à ela, como o desenvolvimento das tecnologias e a consequente mudança no modo de trabalho, nas relações sociais e na comunicação. “É preciso discutir mais amiúde os efeitos da ‘cultura digital’, do qual a TVD é apenas uma pequena parte, bastante defasada’’, afirma ele.
Devido ao desenvolvimento relativamente tardio do projeto brasileiro de televisão digital o pesquisador explica que a internet teve tempo de se consolidar como principal meio de comunicação interativo, acostumando o usuário a ter múltiplos formatos e linguagens à sua disposição para serem desfrutados de acordo com sua disponibilidade de tempo, não precisando aceitar a periodicidade típica do rádio e da televisão
De posse dessas informações, muitas empresas fabricantes de receptores digitais e televisores se voltaram para a fabricação de novos aparelhos contendo recursos como a maior capacidade de processamento e de conexão, buscando atrair os consumidores com a justificativa de que os televisores residenciais “transmutam-se” privilegiadas telas de internet. Com isso busca-se atrair entusiastas das novas tecnologias, crianças e adolescentes, acostumados com as múltiplas possibilidades oferecidas por essas tecnologias.
Todas essas inovações provocam também profundas mudanças no processo de produção de conteúdo e de recepção do público. “Cada nova tecnologia que é inserida no cotidiano organizacional e profissional irá alterar o conhecimento consolidado, poderá extinguir ou criar novas funções e exigir novos modos de trabalho nos veículos”, esclarece Antônio.
Pra quem quiser se aprofundar no tema e discutir além dessas, outras mudanças que podem ocorrer na formação profissional dos produtores de conteúdo dessa nova fase, basta acompanhar o debate e outras atividades no 2º Simpósio Internacional de Televisão Digital , de 7 a 11 de novembro, na Unesp de Bauru.
